Petros encerra 2019 com patrimônio recorde de R$ 108 bilhões

26 Mar 2020

 

Petros encerra 2019 com patrimônio recorde de R$ 108 bilhões

A Petros encerrou 2019 com patrimônio de R$ 108 bilhões, 19% maior do que o ano anterior e o maior de sua história, informou o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras. Além disso, as demonstrações contábeis da entidade receberam o aval do conselho fiscal depois de 16 anos consecutivos de pareceres contrários.

A fundação também informou que a auditoria independente eliminou ressalva apontada no balanço de 2018 – de limitação de escopo para precisar os valores relativos aos depósitos e contingências judiciais.

A Petros conseguiu sanear a base processual e realizar a conciliação contábil dos depósitos judiciais, com 49.904 processos ativos e encerrados. Além da eliminação da ressalva, o trabalho possibilitou uma redução do provisionamento das ações judiciais em R$ 1,274 bilhão de 2018 para 2019. “Com isso, a base jurídica passou a refletir a posição fidedigna dos depósitos judiciais e contingências, por plano de benefícios”, disse a Petros em nota.

A fundação regularizou em 2019 valores referentes a movimentações de anos anteriores, tanto dos depósitos judiciais quanto do exigível contingencial, o que afetou a comparação desses dados registrados nas demonstrações de 2018 e de 2019. O apontamento virou uma ressalva de comparabilidade e efeitos no resultado. A expectativa da Petros é que, com a manutenção da regularidade em 2020, a tendência é que, nos anos seguintes, essa ressalva deixe de aparecer, e não há necessidade de ação específica de tratamento.

Os investimentos da Petros aumentaram 19,7% no ano passado, a maior alta em 12 anos. O retorno líquido dos investimentos consolidados somou R$ 14,565 bilhões, mais que o dobro do resultado obtido em 2018. Os títulos públicos responderam por mais da metade do rendimento.

Mudança na diretoria

O executivo Leonardo Moraes será o novo diretor administrativo e financeiro da Petros, em substituição a Henrique Trinckquel. Moraes já foi aprovado pelo conselho deliberativo, mas ainda precisa ser habilitado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Os demais integrantes da diretoria executiva foram reconduzidos aos cargos, informou a fundação.

O novo diretor trabalhou na Petrobras, onde comandou as áreas de riscos estratégicos e análises quantitativas de riscos. Também teve passagem pela Eletrobras e atuou no conselho deliberativo da Petros. Engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Moraes atualmente é doutorando na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Fonte: Valor Econômico